Modelos de intervenção na promoção da saúde - Eliane Corrêa Chaves
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/0HlQRwE2As0UPPql2GoTGrv-Qn0_B1SzdNfAVaskJITBCEQZtRbUbdBdlkV9G6mJkAlxvaeRRY1QI0PrwSCB4BMjxi7I9fPznFm2/II%20Curso/Aula%20Eliane%20C.%20Chaves.pdf
Aconselhamento em Promoção da Saúde - Henriette Tognetti Penha Moratto
Sugestão de leitura: "Legião estrangeira", de Clarice Lispector
Contato: LEFE- Laboratório de Estudos e prática em Psicologia e Fenomenológica Existencial; (11) 3091-4285
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Aulas 28 de novembro
A promoção da saúde na perspectiva da vulnerabilidade - Vera Silvia Facciolla Paiva
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/0HlQRw476oUUPPql67CV06GY4kxQL4XzvyYTM5gslORdVoFKR3xDtUTdZv_juIITHTgsiQu9-y8DGeqq8UiHEVOINbOtE9Xe4m19/II%20Curso/Aula%20Vera%20S.%20F.%20Paiva.pdf
A experiência do Centro de Promoção da Sáude do HCFMUSP - Mario Ferreira Junior
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/0HlQR5xYcM4UPPqlldD8dLyKwraU4YrrFqyQNxz5lpiI6o-WHA3CT9E9YzktIx6kBbUgpX0x_PfnLStIo3RiL-r7j6AzKZzvGAZF/II%20Curso/Aula%20Mario%20F.%20Junior.pdf
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A experiência do Centro de Promoção da Sáude do HCFMUSP - Mario Ferreira Junior
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II Curso Introdutório
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Aulas 27 de novembro
A Dialética: Promoção da Saúde X Prevenção de Doença - Lislaine Aparecida Fracolli
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/kJ5NRwPNi56KbhfyXRSnsXNwG6dETg2IQGUWVbJJOG3pdYRa7el_KydaYP0TJhrpO550WPI-WhxIe1VitiKWyCqltFrJu7PJgEka/II%20Curso/Aula%20Lislaine%20A%20Fracolli.pdf
Grupos Educativos em Saúde: novas perspectivas de cuidado - Alfredo Almeida Pina de Oliveira
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/kJ5NRx_tVeqKbhfycee03kG_PK_L44wkP6ilzg5bq68LX03dQhvPgIw9F_GLuXbvugogFC89bKdo882dEnULc8p9RP4FXhuG8_OZ/II%20Curso/Aula%20Alfredo%20Almeida%20Pina%20de%20Oliveira.pdf
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Grupos Educativos em Saúde: novas perspectivas de cuidado - Alfredo Almeida Pina de Oliveira
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Aulas 26 de novembro
Políticas Públicas para a Promoção da Saúde - Cláudia Maria Bógus
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/cKFMR2BGGPJY1FXVeO7KYqFUJBy27B9LY0COdGWhjC7b4ZEiEX3ECSBtyaGUrDKU3FFTTx7DJc_vcP3EdUG337vRRxGxRZwhBQGa/II%20Curso/Aula%20Claudia%20Bogus.pdf
Promoção da Saúde e Atenção Primária - Rubens Kon
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/cKFMR4DB4S5Y1FXVl8OxGMFULlC-HGjYP_8ofo7GjhbvbZ4mFjTcNCyeApKF_709tli-txUiBWHmbH9NL5AIxP08ppZGipHvD-Jo/II%20Curso/Aula%20Rubens%20Kon.pdf
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Promoção da Saúde e Atenção Primária - Rubens Kon
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domingo, 18 de novembro de 2007
II Curso Introdutório à Liga de Promoção da Saúde
A Liga de Promoção da Saúde tem o objetivo de promover a mudança de estilos de vida,
quanto a alimentação, atividade física, diversão e lazer, padrão de sono e repouso, relacionamentos, tabagismo, trabalho, entre outros. Os atendimentos individuais e grupais ocorrem no Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP.
Programação:
26/11/2007
quanto a alimentação, atividade física, diversão e lazer, padrão de sono e repouso, relacionamentos, tabagismo, trabalho, entre outros. Os atendimentos individuais e grupais ocorrem no Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP.
Programação:
26/11/2007
18:30h Apresentação da Liga de Promoção da Saúde
Acadêmicos-Membros-Diretores da Liga de Promoção da Saúde.
Acadêmicos-Membros-Diretores da Liga de Promoção da Saúde.
19:00h As Políticas Públicas para a Promoção da Saúde
Profa. Dra. Cláudia Maria Bógus
Professora Doutora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Cláudia Maria Bógus
Professora Doutora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
20:00h Intervalo
20:30h A Promoção da Saúde na Atenção Primária
Dr. Rubens Kon
Médico Sanitarista, Diretor Técnico do Centro de Saúde Escola Prof. Samuel B. Pessoa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Dr. Rubens Kon
Médico Sanitarista, Diretor Técnico do Centro de Saúde Escola Prof. Samuel B. Pessoa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
27/11/2007
19:00h Dialética: Prevenção das Doenças e Promoção da Saúde
Profa. Dra. Lislaine Aparecida Fracolli
Professora Doutora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Lislaine Aparecida Fracolli
Professora Doutora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
20:00h Intervalo
20:30h Promoção da Saúde: Uma Abordagem Interdisciplinar
Lígia Emerita Guedes
Psicóloga Especialista em Promoção da Saúde,
Colaboradora do Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP.
Lígia Emerita Guedes
Psicóloga Especialista em Promoção da Saúde,
Colaboradora do Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP.
28/11/2007
19:00h A Promoção da Saúde na Perspectiva da Vulnerabilidade
Profa. Dra. Vera Silvia Facciolla Paiva
Professora Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Vera Silvia Facciolla Paiva
Professora Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
20:00h Intervalo
20:30h A Experiência do Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP
Prof. Dr. Mário Ferreira Júnior
Coordenador do Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP,
Professor Colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Prof. Dr. Mário Ferreira Júnior
Coordenador do Centro de Promoção da Saúde do HC-FMUSP,
Professor Colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
29/11/2007
19:00h Os Modelos de Intervenção em Promoção da Saúde
Profa. Dra. Eliane Corrêa Chaves
Professora Doutora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Eliane Corrêa Chaves
Professora Doutora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
20:00h Intervalo
20:30h Aconselhamento em Promoção da Saúde
Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Moratto
Professora Doutora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Público-Alvo: Curso destinado para acadêmicos e profissionais da área saúde.
A Liga de Promoção da Saúde abre vagas para os cursos de Enfermagem, Medicina, Nutrição, Psicologia e outros cursos que manifestem interesse.
Local do Evento: FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Sala Geraldo Paula Sousa (térreo) – Av. Dr. Arnaldo, 715 – Próximo Metrô Clínicas
Investimento: R$ 15,00 para acadêmicos (mediante comprovante de matrícula)
R$ 25,00 para profissionais
Inscrições: Antecipadas no Departamento Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No ato, a partir das 18:00h no dia e local da realização do evento.
Informações: e-mail: ligapromocaosaude@yahoo.com.br
telefone: 3061-7410 ou 3062-2922 (Departamento Científico da FMUSP).
Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Moratto
Professora Doutora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Público-Alvo: Curso destinado para acadêmicos e profissionais da área saúde.
A Liga de Promoção da Saúde abre vagas para os cursos de Enfermagem, Medicina, Nutrição, Psicologia e outros cursos que manifestem interesse.
Local do Evento: FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Sala Geraldo Paula Sousa (térreo) – Av. Dr. Arnaldo, 715 – Próximo Metrô Clínicas
Investimento: R$ 15,00 para acadêmicos (mediante comprovante de matrícula)
R$ 25,00 para profissionais
Inscrições: Antecipadas no Departamento Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No ato, a partir das 18:00h no dia e local da realização do evento.
Informações: e-mail: ligapromocaosaude@yahoo.com.br
telefone: 3061-7410 ou 3062-2922 (Departamento Científico da FMUSP).
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Textos oficiais
domingo, 11 de novembro de 2007
Peneco - cigarros
Por Marcelo Rubens Paiva
O desespero do fumante em virtude do vício cria situações embaraçosas que codificam pequenas neuroses contemporâneas. Mas não é culpa apenas dos fumantes. Existe quem não os tolera e combate a sua poluição danosa em ambientes abertos e fechados: a cruzada dos não fumantes.1) Você é um fumante profissional se já calculou quanto tempo leva para fumar um cigarro. Tal parâmetro é fundamental para o dia-a-dia. Por exemplo. Você está no carro e vai a um reunião em que não pode fumar. Acende um cigarro precisamente nos minutos que antecedem a reunião? O cigarro chega ao fim exatamente na fronteira entre o paraíso, onde se pode fumar, e o inferno, onde há vigias, sensores e nenhum cinzeiro?2) Quando você vai viajar de avião, o seu embarque é regido pelo cigarro? Acende um antes de entrar no aeroporto? Despachada as malas, com o cartão de embarque na mão, corre para fora do prédio para fumar mais um? E na volta atravessa o saguão, segurando a fumaça até a sala de embarque, para curti-la o máximo de tempo e soltar lá dentro, a fim de irritar, numa tática contra-revolucionária, os antitabagistas xiitas? Se você descobre que o avião atrasa, sai da sala de embarque, corre até a calçada para acender outro? Diz aos seguranças, que tem que sair, pois esqueceu o marca-passo no balcão da companhia, ou confessa que vai fumar um cigarrinho e já volta? Confessa envergonhado ou de peito erguido? 3) Você é daquele tempo em que nos aviões a fileira da direita era para não fumantes e a da esquerda para fumantes. Só não podia fumar quando a aeronave se encontrava no solo. Mas assim que ela decolava, seus olhos não desgrudavam do sinal em que um cigarro é riscado por uma luz vermelha: o de proibido fumar. Se o piloto demorava para desligar o sinal, mesmo com o trem de pouso recolhido, você gritava “se liga aí, comandante”? 4) Na época em que deixaram a frente da cabine para os não fumantes, e as últimas fileiras para os fumantes, você passava a viagem lá atrás assoprando com prazer a fumaça nos dutos de ventilação? Fumava em pé papeando com passageiros viciados? 5) Você é realmente viciado se sabe de cor em quais restaurantes pode fumar e elimina da agenda em quais não pode, sabe os cantos dos shoppings em que não há câmeras e conhece todas as salinhas de fumantes de todos os aeroportos. Logo logo chega o armagedon: será proibido fumar em ambientes fechados. Você torce para a elevação do nível dos mares chegar antes?6) Proibiram o cigarro em todas as aeronaves no solo e no ar. Você parou de viajar? Só voa em vôos com menos de duas horas, o tempo que tolera ficar sem nicotina? Fuma no lavatório - também conhecido como toalete, reservado, WC -, cobrindo os dutos com papel higiênico e o sensor de alarme com saco plástico, tal qual Capitão Nascimento? Fuma e assopra a fumaça para dentro do vaso sanitário, puxando a descarga ininterruptamente?7) Como você reage às matérias da tevê sobre câncer no pulmão, como se estivessem falando de um País longínquo ou telefona para o avô de 90 anos da prima da colega de trabalho da sua mulher, que fuma e nunca ficou nem gripado? Afirma que aquele canal é sensacionalista? Acende outro cigarro? 8) E se for o Boris Casoy olhando para dentro dos seus olhos, falando com a gentileza de uma enfermeira de UTI, “quer morrer? fume!”, você desliga a tevê, porque está na hora do começar a ler mais? Acende outro?9) Depois de uma espera causticante, chega a sua vez na mesa do restaurante tão badalado, e você se senta feliz. Acende o seu cigarrinho para comemorar. O garçom avisa que é área de não fumantes. Você fica sem fumar, ou ameaça com a faca que o outro garçom acabou de colocar à sua frente?10) A mesa ao lado reclama da fumaça. Mas não verbaliza. Faz gestos, caretas, abana as mãos contra a fumaça. Você também faz caretas? Abana com as mãos, reclamando que o Chanel 5 da coroa está fora de moda? Você solta a fumaça na cara deles?!11) Pois bem, chega de brincadeira, seu pneumologista, apesar de ter um maço do mesmo cigarro que você fuma no bolso, avisa que a sua hora chegou, parceiro, e que aquele pigarro constante não é por causa da poluição, nem da aula de ioga com incenso, nem da diarista que faz frituras sem abrir as janelas. É o momento de parar de fumar. Ele oferece seis opções: na marra; com adesivos de nicotina; com adesivos e chicletes de nicotina; com adesivos, chicletes e um antidepressivo; com adesivos, chicletes, antidepressivo e um ansiolítico; com adesivos, chicletes, antidepressivo, ansiolítico e acupuntura. Você escolhe a primeira opção?12) Depois de muitas tentativas, você não conseguiu parar de fumar na marra. Nem com adesivos. Nem com adesivos, chicletes de nicotina e antidepressivo. Nem quando incluiu o ansiolítico. Mas conseguiu quando juntou adesivos, chicletes, antidepressivo, ansiolítico, acupuntura, meditação, uns passes brabos, muito ebó para Xangô, chá do Daime, reza forte, promessa e um novo vício adquirido, o de mascar balas. Como ex-fumante, você se vinga e abana o ar com as mãos, quando há fumaça na mesa ao lado? Chama o gerente, reclama com os garçons e faz caretas? Ou passa a freqüentar apenas restaurantes de não fumantes? 13) Confunde aquelas vítimas da indústria tabagista nas calçadas, fumando o que não podem fumar dentro dos escritórios, com figurantes do novo filme do Harry Potter? Jogou fora todos os cinzeiros da sua casa ou manteve no mesmo lugar, como urnas mortuárias? Proíbe a maioria dos amigos de fumar na sua casa? E no seu carro? Muda de amigos? 14) Acha-se imortal, livre de todas as doenças? Sobe escadas, ao invés de usar o elevador, com um sorriso na cara? Ou começa a fumar cigarro de cravo, depois cigarrilha, até pedir para soltarem fumaça na sua cara, os primeiros sintomas de que voltará a fumar?Perdemos um leitor especial, Paulo Autran, que toda vez que me via, chamava, “menino!”, e comentava as minhas colunas - um apaixonado arrependido pelo cigarro, como deixei de ser há três anos, um mês, 28 dias, 22 horas e 36 minutos, graças a adesivos, Zyban, ansiolíticos, uns passes brabos, ebó para Xangô, um novo vício adquirido, o de mascar balas, e muuuuita força de vontade.
O Estado de São Paulo - Caderno 2, 20 de outubro de 2007.
Irlanda proíbe cigarro em local público desde março de 2004
DA REPORTAGEM LOCAL
A Irlanda, famosa por seus "pubs" esfumaçados, foi o primeiro país da Europa a vetar totalmente o tabaco em locais públicos, em 29 de março de 2004. Em julho deste ano, entrou em vigor na Inglaterra a proibição de fumar em lugares públicos fechados, como bares e restaurantes, e também nos ambientes de trabalho.A Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte já vinham aplicando uma lei semelhante.A proibição na Inglaterra teve por objetivo reduzir as mortes pelo fumo passivo, que, segundo médicos britânicos, passam de 600 por ano.Quem infringir a lei receberá uma multa de até 50 (cerca de R$ 183,11), mas o valor pode chegar a 200 (cerca de R$ 732,45) se o infrator for condenado por um tribunal.A idéia da Irlanda também foi copiada, em maior ou menor medida, por Noruega, Espanha, Itália, Malta, Suécia, Escócia, Gales, Letônia e Lituânia. A lei espanhola que restringe o fumo, entretanto, é ignorada por muitos locais.Neste ano, a França colocou em prática a primeira etapa para o veto total do fumo em locais públicos. Cafés, restaurantes, cassinos e discotecas terão até janeiro para se adequar.Aqueles que acenderem cigarros em locais como hospitais, escolas, escritórios, estações de trem e aeroportos poderão ser multados -68 (cerca de R$ 173,26). O valor da multa para estabelecimentos onde alguém esteja fumando é de 135 (cerca de R$ 343,98).Na França, o cigarro é a principal causa da chamada mortalidade evitável -66 mil fumantes morrem ao ano no país, além de 5.000 fumantes passivos, segundo o governo.Em março, os 16 Estados da Federação Alemã aprovaram a proibição do fumo em restaurantes, exceto aqueles que dispuserem de uma sala separada e fechada para fumantes.
Com agências internacionais
A Irlanda, famosa por seus "pubs" esfumaçados, foi o primeiro país da Europa a vetar totalmente o tabaco em locais públicos, em 29 de março de 2004. Em julho deste ano, entrou em vigor na Inglaterra a proibição de fumar em lugares públicos fechados, como bares e restaurantes, e também nos ambientes de trabalho.A Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte já vinham aplicando uma lei semelhante.A proibição na Inglaterra teve por objetivo reduzir as mortes pelo fumo passivo, que, segundo médicos britânicos, passam de 600 por ano.Quem infringir a lei receberá uma multa de até 50 (cerca de R$ 183,11), mas o valor pode chegar a 200 (cerca de R$ 732,45) se o infrator for condenado por um tribunal.A idéia da Irlanda também foi copiada, em maior ou menor medida, por Noruega, Espanha, Itália, Malta, Suécia, Escócia, Gales, Letônia e Lituânia. A lei espanhola que restringe o fumo, entretanto, é ignorada por muitos locais.Neste ano, a França colocou em prática a primeira etapa para o veto total do fumo em locais públicos. Cafés, restaurantes, cassinos e discotecas terão até janeiro para se adequar.Aqueles que acenderem cigarros em locais como hospitais, escolas, escritórios, estações de trem e aeroportos poderão ser multados -68 (cerca de R$ 173,26). O valor da multa para estabelecimentos onde alguém esteja fumando é de 135 (cerca de R$ 343,98).Na França, o cigarro é a principal causa da chamada mortalidade evitável -66 mil fumantes morrem ao ano no país, além de 5.000 fumantes passivos, segundo o governo.Em março, os 16 Estados da Federação Alemã aprovaram a proibição do fumo em restaurantes, exceto aqueles que dispuserem de uma sala separada e fechada para fumantes.
Com agências internacionais
Folha de São Paulo - Cotidiano
Peneumologista defende "fumo zero" em restaurantes
Professor da Unifesp afirma que não é possível diferenciar efeitos nocivos na saúde entre fumantes passivos e ativos.
Conviver com usuários de cigarros traz risco de agravar doenças respiratórias e até provocar casos de câncer de pulmão, alerta médico - DA REPORTAGEM LOCAL
Para Clystenes Soares Silva, professor de pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), só há uma solução para acabar com o incômodo e os danos à saúde aos não-fumantes: banir o cigarro dos locais públicos fechados, como em países da Europa.No Brasil, existe uma lei federal que proíbe o fumo "em recinto coletivo, privado ou público", mas é rotineiramente desrespeitada. A lei 9.294/96 só permite o tabaco "em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".Silva, que defende o "fumo zero" em bares e restaurantes, ressalta que "fumante é fumante, seja passivo ou ativo".Isso significa que o fumante ativo pode sofrer as conseqüências do vício de forma mais intensa, mas o fumante passivo não está ileso. "É patético estar num local de não-fumantes e, na mesa ao lado, haver fumantes. É algo ilusório", diz.De acordo com ele, o Brasil possui entre 22% e 23% de fumantes. "A maioria não fuma. Não pode uma minoria atrapalhar tantas pessoas", afirma.Oliver Nascimento, pneumologista da Unifesp, reforça que o tabagismo passivo traz inúmeras conseqüências negativas para a saúde. "As pessoas têm mais chance de ter tosse. Quem sofre de asma ou bronquite pode ter crise, ficar com dor no peito, chiado e falta de ar. Já quem possui rinite alérgica pode ficar com o nariz obstruído ou coriza", afirma. Podem ainda ter câncer de pulmão ou infarto agudo do miocárdio.Livre de tabacoClientes divergem sobre a questão de livrar os restaurantes do tabaco. A exportadora Vera Medeiros não suporta fumaça de cigarro e, muitas vezes, sente incômodo nesses estabelecimentos. "Evito ir a lugares onde se fuma muito. Mas abro exceções, pelos amigos." Ela reclama que a roupa fica cheirando fumaça e os olhos ficam secos. A também exportadora Simone Fernandes, fumante, acha que deve haver espaço igual para os dois grupos. "Se um local que freqüento virasse um ambiente livre de tabaco, deixaria de ir. O fumante não pode ser discriminado."
Folha de São Paulo - Cotidiano
Ala de não-fumante é tão poluida quanto a de fumante
Reportagem mediu poluentes em dez restaurantes e bares da capital paulistaNível de poluição ficou acima da média que é recomendada pela OMS em todos os locais visitados pela Folha, nos dois setores - AFRA BALAZINADA REPORTAGEM LOCAL
Você escolhe a área de não fumantes. Mesmo assim, respira vez ou outra a fumaça de cigarro enquanto come e bebe. Quando sai do restaurante, percebe que a roupa, a pele e o cabelo estão levemente (ou, dependendo do caso, absurdamente) "defumados".Essa é uma situação comum para quem costuma jantar fora. A divisão entre fumantes e não-fumantes na maioria dos lugares é inócua. Levantamento feito pela Folha em dez estabelecimentos da capital paulista mostra que, em geral, a poluição é elevada nos dois setores e a concentração de poluente não é muito mais baixa onde não se fuma. A medição foi realizada com um equipamento portátil do LPAE (Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental), da Faculdade de Medicina da USP.O aparelho mede material particulado fino -mistura de fumaça e poeira. Em exposições de curta duração ao poluente, caso da visita a um restaurante, os efeitos podem ser cansaço, tosse seca, irritação nos olhos e nariz.O restaurante Ritz, em Cerqueira César (zona oeste), teve pico de 170 microgramas por m3 de material particulado fino na área dos que gostam de cigarro -várias pessoas fumavam no local, que é pequeno. Na área de não-fumantes, o valor chegou a 89. No bar mexicano El Kabong, em Pinheiros, a diferença foi de 79 (fumantes) para 48 (não-fumantes).Em restaurantes como Almanara, América e Spot, a diferença na concentração de poluição foi mínima ao comparar as áreas de fumante e não-fumante -em microgramas por m3 de material particulado fino, 70x65; 78x70 e 80x76, respectivamente. A média recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é 10 microgramas por m3, e a que temos na capital hoje é 30.Tanto no Ritz quanto no El Kabong, os não-fumantes ficam no piso superior. "Nesse caso, a fumaça do andar inferior sobe e atinge os não-fumantes", diz Paulo Afonso de André, engenheiro do LPAE. Por mais estranho que possa parecer, no Mestiço, o setor de não-fumantes -principalmente o fundo do salão- estava mais poluído. Isso ocorre porque a área tem menor circulação e renovação de ar.Para o médico Paulo Saldiva, do LPAE, "como o ar não tem fronteiras", é esperado que não haja grande diferença na concentração da poluição nos dois setores dos estabelecimentos.Luizemir Lago, coordenadora estadual do programa de controle de tabagismo da Secretaria da Saúde, concorda. "Não funciona permitir que num lado do salão se fume e no outro não. A fumaça não fica restrita a um lugar." Essa situação é exatamente a que se vê no restaurante Spot. Nas mesas localizadas no lado direito de quem entra no estabelecimento não se pode fumar. Já no lado direito, ocorre o oposto.
Folha de São Paulo - Cotidiano
Textos sobre saúde e sus
Saúde e doença: uma concepção popular da etiologia - Maria Cecília de Souza Minayo
Saúde pública, rede básica e o sistema de saúde brasileiro - Emerson E. Merhy e Marcos S. Queiroz
Análise crítica sobre especialidades médicas e estratégias para integrá-las ao Sistema Único de Saúde (SUS) - Gastão Wagner de Sousa Campos, Maurício Chakour, Rogério de Carvalho Santos
(autores fantásticos)
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