O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde - José Ricardo Ayres
http://apsp.org.br/saudesociedade/XIII_3/artigos%2013.3%20PDF/revista%2013.3%20artigo%202.pdf
Norma e formação: horizontes filosóficos para as práticas de avaliação no contexto da promoção da saúde - José Ricardo Ayres
http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232004000300011&script=sci_arttext&tlng=pt
"Você aprende. A gente ensina?" Interrogando relações entre educação e saúde desde a perspectiva da vulnerabilidade - José Ricardo Ayres
http://www.scielo.br/pdf/csp/v22n6/22.pdf
As cartas de Promoção da Saúde - Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf
Política Nacional de Promoção da Saúde - Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_promocao_saude.pdf - versão 2006
Os múltiplos sentidos da categoria "empowerment" no projeto de Promoção à Saúde - Sérgio Resende Carvalho
http://www.scielo.br/pdf/csp/v20n4/24.pdf
Promoção da Saúde e Qualidade de Vida - Paulo Marchiori Buss
http://www.scielo.br/pdf/csc/v5n1/7087.pdf
Grupos de promoção à saúde no desenvolvimento da autonomia, condições de vida e saúde - Luciane de Medeiros dos Santos; Marco Aurélio Da Ros; Maria Aparecida Crepaldi; Luiz Roberto Ramos
http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v40n2/28543.pdf
sábado, 29 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Consegui e Não consegui
Consegui parar - Saudades da tragada
RICARDO MELOSECRETÁRIO-ASSISTENTE DE REDAÇÃO
Parar de fumar não é fácil, já vou avisando. Palavra de quem, durante 34 anos, resistiu a velhas ladainhas e se rendeu aos encantos do tabaco. Diziam que beijar um fumante equivalia a degustar cinzas e que, com meus dois maços ao dia, não conseguiria sentir sabores verdadeiros e o cheiro das flores, por exemplo. Como a família já tem o seu gourmet, nunca quis ser jardineiro e tampouco faltam mulheres ávidas para ter um cinzeiro como acompanhante, tais conversas só me davam vontade de acender mais um correndo.Sinto informar o governo e seus publicitários que também nunca me impressionaram aquelas fotos de mau gosto, com gente morta-viva agonizando. Sempre soube que o fumo "faz mal" -mas também "faz bem". Conforme a situação, a nicotina estimula, ou então relaxa, e está sempre pronta a te acompanhar em momentos de angústia, solidão ou euforia. Só quem já fumou conhece as delícias que uma tragada na hora certa pode proporcionar.Até o dia em que os malefícios parecem suplantar os benefícios. Assim aconteceu comigo. A respiração começou a falhar, e falta de ar sempre foi algo que me apavorou. Resolvi então parar, não por medo de um câncer futuro (quem viverá para sempre?), mas por temor de um enfisema no presente -embora os médicos me assegurassem que meus pulmões davam inveja a não-fumantes.E há três anos parei.Minha receita? Nada de remédios, acupunturas (odeio que me espetem!) ou coisas semelhantes. Caso você queira parar de fumar, ponha na cabeça que o cigarro, assim como o resto, deve servir a você, e não o contrário. No início será penoso, como toda despedida. Mas a sensação de liberdade de poder dormir e acordar longe de um maço pode, quem sabe, valer a pena tamanho esforço.A má notícia é que você provavelmente terá um raciocínio mais lento, perderá um companheiro fiel, silencioso, e sonhará quase toda noite com o cigarro. Terá mais saúde física, é verdade, mas em compensação abrirá mão de momentos prazerosos. Sinceramente, nesse mundo cada vez mais aborrecido uma tragada dá saudades.
RICARDO MELOSECRETÁRIO-ASSISTENTE DE REDAÇÃO
Parar de fumar não é fácil, já vou avisando. Palavra de quem, durante 34 anos, resistiu a velhas ladainhas e se rendeu aos encantos do tabaco. Diziam que beijar um fumante equivalia a degustar cinzas e que, com meus dois maços ao dia, não conseguiria sentir sabores verdadeiros e o cheiro das flores, por exemplo. Como a família já tem o seu gourmet, nunca quis ser jardineiro e tampouco faltam mulheres ávidas para ter um cinzeiro como acompanhante, tais conversas só me davam vontade de acender mais um correndo.Sinto informar o governo e seus publicitários que também nunca me impressionaram aquelas fotos de mau gosto, com gente morta-viva agonizando. Sempre soube que o fumo "faz mal" -mas também "faz bem". Conforme a situação, a nicotina estimula, ou então relaxa, e está sempre pronta a te acompanhar em momentos de angústia, solidão ou euforia. Só quem já fumou conhece as delícias que uma tragada na hora certa pode proporcionar.Até o dia em que os malefícios parecem suplantar os benefícios. Assim aconteceu comigo. A respiração começou a falhar, e falta de ar sempre foi algo que me apavorou. Resolvi então parar, não por medo de um câncer futuro (quem viverá para sempre?), mas por temor de um enfisema no presente -embora os médicos me assegurassem que meus pulmões davam inveja a não-fumantes.E há três anos parei.Minha receita? Nada de remédios, acupunturas (odeio que me espetem!) ou coisas semelhantes. Caso você queira parar de fumar, ponha na cabeça que o cigarro, assim como o resto, deve servir a você, e não o contrário. No início será penoso, como toda despedida. Mas a sensação de liberdade de poder dormir e acordar longe de um maço pode, quem sabe, valer a pena tamanho esforço.A má notícia é que você provavelmente terá um raciocínio mais lento, perderá um companheiro fiel, silencioso, e sonhará quase toda noite com o cigarro. Terá mais saúde física, é verdade, mas em compensação abrirá mão de momentos prazerosos. Sinceramente, nesse mundo cada vez mais aborrecido uma tragada dá saudades.
Não consegui para - Ninguém é ex-fumante
HELOÍSA HELVÉCIAEDITORA DO VITRINE
Fumante desde os 13, tentei parar mais de três vezes, mas só considero séria a última experiência. As outras foram tão do truque que nem merecem figurar na minha lista de fracassos.Minha última verdadeira tentativa de viver sem fumar durou quase nove meses. Eu arredondava a conta da abstinência para "um ano", quando tagarelava sobre o feito. Não para mentir, mas para garantir o futuro e também ajudar a construir minha nova identidade heróica.Esse vício, como os defeitos em geral, é um alicerce da personalidade: um fumante é um fumante, com fumaça e cinzas e sopros e tudo que compõe o quadro. Um não-fumante como é? Na versão que vesti naqueles meses com a naturalidade que me foi possível, era alguém deslumbrado com a própria "força de vontade" e que falava muito sobre a coisa. Sério, falei tanto na época, alardeei tanta vitória e recebi tanto elogio que me sinto impostora ainda e detesto, agora, falar nisso. Imagine escrever.Bom, seja um ano ou nove meses, uma abstinência desse tamanho não é um fracasso, pelo menos da minha perspectiva. Tudo bem que viciados são autocomplacentes, mas também os especialistas toleram as recaídas, elas prenunciam um caminho até a "cura". Entre aspas, claro. Todos os clichês que a gente ouve e lê sobre dependência são uma maldita realidade. O principal é este: ninguém é ex-fumante.No meu caso, foi o desprezo a essa evidência, o clima de "já ganhou", que comprometeu o resultado. Limpa por longa temporada, já tinha esquecido do sofrimento do primeiro dia sem o primeiro cigarro da manhã. Eu me sentia a rainha da "força de vontade".Só se for força de vontade de fumar. Depois de um jantar, alguém rodou na sala uma caixa de cigarrilhas. "Cigarrilha não é cigarro. Tudo bem." Raciocínio típico de viciado. No dia seguinte, comprei uma caixa. E fim.
HELOÍSA HELVÉCIAEDITORA DO VITRINE
Fumante desde os 13, tentei parar mais de três vezes, mas só considero séria a última experiência. As outras foram tão do truque que nem merecem figurar na minha lista de fracassos.Minha última verdadeira tentativa de viver sem fumar durou quase nove meses. Eu arredondava a conta da abstinência para "um ano", quando tagarelava sobre o feito. Não para mentir, mas para garantir o futuro e também ajudar a construir minha nova identidade heróica.Esse vício, como os defeitos em geral, é um alicerce da personalidade: um fumante é um fumante, com fumaça e cinzas e sopros e tudo que compõe o quadro. Um não-fumante como é? Na versão que vesti naqueles meses com a naturalidade que me foi possível, era alguém deslumbrado com a própria "força de vontade" e que falava muito sobre a coisa. Sério, falei tanto na época, alardeei tanta vitória e recebi tanto elogio que me sinto impostora ainda e detesto, agora, falar nisso. Imagine escrever.Bom, seja um ano ou nove meses, uma abstinência desse tamanho não é um fracasso, pelo menos da minha perspectiva. Tudo bem que viciados são autocomplacentes, mas também os especialistas toleram as recaídas, elas prenunciam um caminho até a "cura". Entre aspas, claro. Todos os clichês que a gente ouve e lê sobre dependência são uma maldita realidade. O principal é este: ninguém é ex-fumante.No meu caso, foi o desprezo a essa evidência, o clima de "já ganhou", que comprometeu o resultado. Limpa por longa temporada, já tinha esquecido do sofrimento do primeiro dia sem o primeiro cigarro da manhã. Eu me sentia a rainha da "força de vontade".Só se for força de vontade de fumar. Depois de um jantar, alguém rodou na sala uma caixa de cigarrilhas. "Cigarrilha não é cigarro. Tudo bem." Raciocínio típico de viciado. No dia seguinte, comprei uma caixa. E fim.
Fonte: Folha de São Paulo, Cotidiano, domingo, 23 de setembro de 2007.
Para ex-fumantes, ajuda médica é essencial
Primeiro passo para parar de fumar é ter a percepção do risco que o cigarro representa à saúde, avalia especialista
Uma parte dos fumantes perde, em média, 18 anos de vida, e os que conseguiram parar tentaram de 3 a 5 vezes, afirma psiquiatra
Uma parte dos fumantes perde, em média, 18 anos de vida, e os que conseguiram parar tentaram de 3 a 5 vezes, afirma psiquiatra
DANIELA TÓFOLIMÁRCIO PINHODA REPORTAGEM LOCAL
Uma pequena porcentagem da população mundial divide sua vida em um calendário específico: AC/DC. Não se trata de "antes de Cristo" e "depois de Cristo". São ex-fumantes que viviam uma rotina "antes do cigarro" e, ao largarem o vício, descobriram que existem prazeres "depois do cigarro". A turma é pequena. De acordo com a Surgeon General (equivalente norte-americano do Ministério da Saúde), apenas 6% dos que tentam parar de fumar passam mais de um mês longe do vício.A estratégia de boa parte dos que conseguem é usar métodos tão variados que vão da terapia à medicação, passando por práticas alternativas como acupuntura e yoga. Fumante de um a dois maços por dia desde os dez anos, a fotógrafa Ana Elisa Oriente, 47, não poupou esforços. Ela lançou mão de quatro armas ao mesmo tempo: acompanhamento psicológico, adesivo de nicotina, remédios e chicletes. "Vivo uma luta diária, porque fica a lembrança daquele prazer, mas me sinto orgulhosa por estar sem fumar."A sensação de ser uma heroína também acompanha a aposentada Maria José de Souza Costa, 67. Fumante desde que tinha 42 anos, ela procurou ajuda em um programa antitabagismo do governo federal e, desde maio, não fuma mais. "Nem precisei tomar remédio. Vou toda semana aos encontros com os enfermeiros e psicólogos e estou agüentando firme", afirma.Acompanhamento especializado é fundamental, avaliam os ex-fumantes. Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Unifesp, afirma, porém, que o primeiro passo para largar o cigarro é a percepção do risco de continuar fumando. "Uma parte dos fumantes perderá, em média, 18 anos de vida", diz. "Boa parte vai tentar parar de três a cinco vezes antes de conseguir. Portanto, quanto mais tenta, mais consciente das dificuldades fica."Ao adquirir essa consciência, explica, muitos buscam estratégias mais eficientes. Para ele, os chicletes e adesivos de nicotina são baratos e diminuem os sintomas de abstinência. Já a terapia sozinha, diz, é insuficiente para lidar com a abstinência. "Os medicamentos são bons, mas caros. E precisam de acompanhamento médico porque há sintomas colaterais."Jaqueline Scholz Issa, coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração), afirma que parar de fumar tem a ver com motivação, mas que o método usado tem relevância. "Inúmeros estudos comparando placebo com medicamentos demostram que os fármacos triplicam a chance de o paciente largar o cigarro. Já os repositores de nicotina, como os adesivos, duplicam as chances."Ela diz que, quando os fumantes procuram um médico, é porque têm alto grau de dependência à nicotina. "Concluir que se possa incentivar um paciente a parar de fumar baseado somente na crença motivacional é igual a incentivar alguém a atravessar o chão em brasa, para provar a fé."A bancária Vera Lúcia Merigue Rosa, 50, é exceção. Ela largou o cigarro sem nenhuma ajuda. Fumante desde os 17 anos, época em que "fumar significava fazer parte de um grupo bacana", ela deixou o vício onze anos depois, quando uma infecção na garganta a impediu de comer e fumar por três dias. Apenas a força de vontade, porém, não foi suficiente para a representante comercial Jocimara Padilha de Siqueira, 44, que após tentar diversos métodos como o adesivos e chicletes, teve de usar medicamentos.
Fonte: Folha de São Paulo, Cotidiano, domingo 23 de setembro de 2007.
60% dos fumantes dizem ter começado antes dos 18
Pesquisas no Canadá mostram que a propaganda nos bares é um dos maiores estímulos
Na faixa dos 18 aos 24 anos, um quinto dos jovens fuma; entre os brasileiros de 35 e 59 anos, o percentual de fumantes sobe para 27%
DA REPORTAGEM LOCAL
Na faixa dos 18 aos 24 anos, um quinto dos jovens fuma; entre os brasileiros de 35 e 59 anos, o percentual de fumantes sobe para 27%
DA REPORTAGEM LOCAL
Maria L. quer parar de fumar. Quer parar porque já não tem fôlego para jogar futebol e tênis. "É horrível não agüentar correr", diz. Ela conta que começou a fumar no meio de uma crise familiar que misturava a morte do avô, briga do pai com os irmãos e sintomas de crise de pânico. Bastaram três anos para seu fôlego se evaporar. Ela tem 14 anos e fuma desde os 11.Estudante num colégio de elite em São Paulo, Maria L. talvez seja uma exceção por conhecer "todas as merdas que o cigarro causa", como ela diz. A pesquisa do Datafolha mostra que 60% dos fumantes começam a fumar até os 17 anos. Como Maria L., 8% dos fumantes entrevistados pelo Datafolha dizer ter iniciado o hábito quando tinham até 11 anos.A venda de cigarros no Brasil é proibida para menores de 18 anos, mas é uma daqueles leis que não pegou.Entre os adolescentes que tem 16 e 17 anos, 11% são fumantes. Na faixa etária que vai dos 18 a 24 anos, eles somam 21%. Juntos, os jovens de 16 a 24 anos correspondem a 22%, quase um quarto do total de fumantes do Brasil.O cigarro incomoda adolescentes: 56% dos que têm de 12 a 17 anos já tentaram parar de fumar, de acordo com a pesquisa.Duas faixas etárias concentram o maior percentual de fumantes, segundo o levantamento do Datafolha. Entre os que têm de 35 a 44 anos, 27% declaram-se fumantes. Na faixa que vai de 45 a 59, o percentual também é de 27%.Ou seja, a maioria dos fumantes no Brasil nasceu entre 1948 e 1972. São os filhos da publicidade de cigarros sem limites, quando o produto era associado ao sucesso, aos esportes e ao sexo no cinema e na TV. Os comerciais foram banidos da televisão em janeiro de 2001 por determinação do Ministério da Saúde.Paula Johns, diretora da ACT (Aliança de Controle ao Tabagismo), uma organização que congrega cerca de 40 entidades, diz que "menos jovens estão começando a fumar por causa das imagens nos maços, do fim da publicidade e da redução da aceitação social".Segundo ela, pesquisas no Canadá mostraram que a propaganda nos bares que vendem cigarro é um dos maiores estímulos para a iniciação do adolescente. O jovem se identifica com a marca, diz Johns, porque ela está associada a um estilo de vida. Ela defende o fim desse tipo de publicidade no Brasil.A redução da aceitação social acaba por ser a porta de entrada dos rebeldes, que fumam para contrariar o senso comum.A estudante Maria L. diz que já foi atraída por esse lado rebelde do cigarro. "Adolescente adora tudo que é do contra. Também já achei que podia parar a hora em que quisesse".Agora, ela diz saber que não é bem assim. "Já tentei parar quatro vezes e não consegui. Não consigo lidar com os meus problemas. Acho que deviam falar de cigarro na escola, mas sem dar lição de moral, que é muito chato. Hoje eu sei que cigarro só faz mal. Quero parar porque não tenho fôlego", conta, num jorro.O levantamento do Datafolha confirma que adolescente tem síndrome de Super-Homem no que se refere ao cigarro e acha que pára de fumar quando quiser. Só 46% dos que têm 16 e 17 anos se consideram viciados em cigarros. Na faixa etária de 35 a 44 anos, essa taxa chega a 69%.
(MCC)
Brasil perde 3,6 milhões de adeptos ao cigarro desde 2002
DA REPORTAGEM LOCAL
O número de fumantes está em queda no Brasil, segundo o levantamento do Datafolha. Eles correspondem a 23% da população com 18 anos ou mais. Em 2002, eram 26%. Traduzindo em números absolutos, significa que mais de 3,6 milhões de pessoas ou deixaram de fumar ou não começaram nos últimos cinco anos.Para se ter uma idéia do tamanho da façanha, seria como se as populações de Campinas (SP), Curitiba e São Luís (MA) deixassem o cigarro.A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o Brasil o país que mais reduziu o número de fumantes no mundo nos últimos dez anos.A explicação para a redução não é complexa, segundo a médica Vera Luiza da Costa e Silva, da Opas (Organização Panamericana de Saúde): "O número de fumantes está caindo no Brasil porque o nível de informação da população sobre o tabaco é alto e as leis de regulamentação funcionam".A queda de fumantes não é homogênea. Enquanto o número de fumantes homens caiu cinco pontos percentuais entre 2002 e 2007 (de 32% para 27%) entre as mulheres a variação fica na margem de erro (de 20% para 19%). A margem de erro é de dois pontos percentuais.A maior variação entre os levantamentos de 2002 e o deste ano é na faixa etária que vai de 35 a 44 anos. A redução de fumantes foi de 10 pontos percentuais (de 37% para 27%). A região Sul do país foi a que teve a redução mais acentuada -de 32% para 27%.Outros estudosLevantamento feito com métodos diferentes do usado pelo Datafolha confirma a queda de fumantes. Um estudo publicado em julho deste ano no boletim da Organização Mundial da Saúde mostra que o percentual de fumantes caiu de 34,8% em 1989 para 22,4% em 2003. A queda foi mais acentuada entre os homens (de 43,3% para 27,1%) do que nas mulheres (27,0% para 18,4%).Enquanto os homens reduziram o consumo diário de cigarros de 14,9 para 12,6, entre as mulheres o número ficou estável (de 10,9 para 10,2).O trabalho, assinado por Carlos Augusto Monteiro e Tania Cavalcante, entre outros, mostra que as maiores quedas ocorreram em duas faixas etárias: a de 24 a 34 anos e a acima de 65. Na primeira, a queda foi de 40,6% em 1989 para 23,6% em 2003. Entre os que têm mais de 65 anos, os fumantes caíram de 34,8% para 22,4%. O estudou usou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição.
DA REPORTAGEM LOCAL
O número de fumantes está em queda no Brasil, segundo o levantamento do Datafolha. Eles correspondem a 23% da população com 18 anos ou mais. Em 2002, eram 26%. Traduzindo em números absolutos, significa que mais de 3,6 milhões de pessoas ou deixaram de fumar ou não começaram nos últimos cinco anos.Para se ter uma idéia do tamanho da façanha, seria como se as populações de Campinas (SP), Curitiba e São Luís (MA) deixassem o cigarro.A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o Brasil o país que mais reduziu o número de fumantes no mundo nos últimos dez anos.A explicação para a redução não é complexa, segundo a médica Vera Luiza da Costa e Silva, da Opas (Organização Panamericana de Saúde): "O número de fumantes está caindo no Brasil porque o nível de informação da população sobre o tabaco é alto e as leis de regulamentação funcionam".A queda de fumantes não é homogênea. Enquanto o número de fumantes homens caiu cinco pontos percentuais entre 2002 e 2007 (de 32% para 27%) entre as mulheres a variação fica na margem de erro (de 20% para 19%). A margem de erro é de dois pontos percentuais.A maior variação entre os levantamentos de 2002 e o deste ano é na faixa etária que vai de 35 a 44 anos. A redução de fumantes foi de 10 pontos percentuais (de 37% para 27%). A região Sul do país foi a que teve a redução mais acentuada -de 32% para 27%.Outros estudosLevantamento feito com métodos diferentes do usado pelo Datafolha confirma a queda de fumantes. Um estudo publicado em julho deste ano no boletim da Organização Mundial da Saúde mostra que o percentual de fumantes caiu de 34,8% em 1989 para 22,4% em 2003. A queda foi mais acentuada entre os homens (de 43,3% para 27,1%) do que nas mulheres (27,0% para 18,4%).Enquanto os homens reduziram o consumo diário de cigarros de 14,9 para 12,6, entre as mulheres o número ficou estável (de 10,9 para 10,2).O trabalho, assinado por Carlos Augusto Monteiro e Tania Cavalcante, entre outros, mostra que as maiores quedas ocorreram em duas faixas etárias: a de 24 a 34 anos e a acima de 65. Na primeira, a queda foi de 40,6% em 1989 para 23,6% em 2003. Entre os que têm mais de 65 anos, os fumantes caíram de 34,8% para 22,4%. O estudou usou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição.
(MCC)
Fonte: Folha de São Paulo, Cotidiano, Domingo, 23 de setembro de 2007.
83% dos fumantes dizem que gostariam de parar
Pesquisa Datafolha também mostra que 69% já tentaram deixar cigarro e fracassaram
No Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano de doenças relacionadas ao tabaco, que é a principal causa de morte evitável, segundo a OMS
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Dalva Maria de Mendonça, 54, é uma bem-sucedida secretária executiva em Brasília, mas coleciona fracassos quando o assunto é parar de fumar. Fumante desde os 14 anos, ela busca parar desde os 29. Nesses 25 anos, já tentou de tudo: aplicação de raio laser no lóbulo da orelha, adesivo para repor nicotina, chiclete, remédios e piteiras. "Só não coloquei o cigarro no copo d'água e tomei no dia seguinte", conta. Dalva é um caso extremo pela dificuldade, mas seu desejo é a regra: 83% dos fumantes querem parar de fumar, segundo pesquisa feita pelo Datafolha com 2.771 pessoas a partir de 16 anos (a margem de erro é de dois pontos percentuais). Como Dalva, 69% dos fumantes já tentaram parar e fracassaram. O cigarro é a principal causa de morte evitável, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, 200 mil morrem por ano de doenças relacionadas ao tabaco. Pesquisas mostram que o percentual de fumantes que quer deixar o vício sempre supera os 60%. Nos EUA e na Grã Bretanha, essa taxa é de 75% e 73%, respectivamente. O surpreendente no caso brasileiro é o fato de o país ter índices que superam EUA e Inglaterra. A taxa dos que querem deixar de fumar é um melhores indicadores do nível de informação sobre os males do fumo, segundo a médica Vera Luiza da Costa e Silva, que dirige em Washington a área de combate ao tabagismo da Opas (Organização Panamericana da Saúde). "O Brasil vai muito bem em informação sobre fumo, parece até um país nórdico", afirma Vera. "A foto no maço universalizou o conhecimento sobre os problemas do cigarro." As imagens nos maços foram adotadas em 2002. No ano seguinte, as fotos ficaram maiores e mais chocantes. O Brasil foi o segundo país do mundo a usar esse tipo de contrapropaganda, depois do Canadá. A União Européia, vanguarda em saúde pública, só tornou obrigatória as fotos em 2004. Se o Brasil é uma Noruega nos alertas, o sistema de tratamento patina no Terceiro Mundo, segundo a psiquiatra Luizemir Lago, diretora do Centro de Referência para Álcool, Tabaco e Outras Drogas do governo paulista. O SUS (Sistema Único de Saúde) só começou a fazer tratamentos em larga escala em 2005. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que 19 milhões querem parar de fumar, mas só 44.269 foram atendidos nesses três anos -o equivalente a 0,2%. "É muito pouco", diz Tania Cavalcanti, que coordena o programa de combate ao tabagismo do Inca. "Estamos construindo um sistema e isso leva tempo no Brasil." Como o SUS não contava com profissionais especializados nesse tipo de tratamento, o programa começou do zero, com o treinamento de médicos. Quantidade de pacientes não é o único problema do programa. A entrega dos remédios -adesivos, chiclete e bupropiona- é irregular, segundo Luizemir. No ano passado, por exemplo, São Paulo recebeu remédios duas vezes, de acordo com Luizemir. Se o governo paulista não comprasse as drogas por conta própria, os tratamentos teriam de ser interrompidos. O Inca confirma que a entrega de remédios sofreu interrupções porque a indústria não tinha estoques. Não que o tratamento seja baseado em drogas. "Todo mundo quer uma pílula mágica para deixar de fumar e isso não existe", diz Tânia. Num protocolo criado pelo Inca, há a estimativa de que 40% deixam o cigarro sem recorrer a remédios. Os que precisam de drogas também são submetidos a sessões de terapia. "Só remédio não funciona porque é necessária uma mudança de comportamento. A pessoa precisa desenvolver habilidades para substituir o cigarro", afirma Tania. A terapia é imprescindível porque a dependência do cigarro envolve um componente químico e um vetor comportamental, segundo Luizemir: "Há pessoas que não se reconhecem sem o cigarro na mão. Para deixar o cigarro é preciso reformatar a personalidade". É por isso que os especialistas repudiam a idéia de que faltou vergonha na cara aos que fracassam. "Não é uma questão moral", diz Tania. A dependência de cigarro é tão grave quanto a de cocaína e de heroína.
Colaborou MÁRCIO PINHO, da Reportagem Local
Fonte: Folha de São paulo, Cotidiano, domingo 23 de setembro de 2007.
No Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano de doenças relacionadas ao tabaco, que é a principal causa de morte evitável, segundo a OMS
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Dalva Maria de Mendonça, 54, é uma bem-sucedida secretária executiva em Brasília, mas coleciona fracassos quando o assunto é parar de fumar. Fumante desde os 14 anos, ela busca parar desde os 29. Nesses 25 anos, já tentou de tudo: aplicação de raio laser no lóbulo da orelha, adesivo para repor nicotina, chiclete, remédios e piteiras. "Só não coloquei o cigarro no copo d'água e tomei no dia seguinte", conta. Dalva é um caso extremo pela dificuldade, mas seu desejo é a regra: 83% dos fumantes querem parar de fumar, segundo pesquisa feita pelo Datafolha com 2.771 pessoas a partir de 16 anos (a margem de erro é de dois pontos percentuais). Como Dalva, 69% dos fumantes já tentaram parar e fracassaram. O cigarro é a principal causa de morte evitável, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, 200 mil morrem por ano de doenças relacionadas ao tabaco. Pesquisas mostram que o percentual de fumantes que quer deixar o vício sempre supera os 60%. Nos EUA e na Grã Bretanha, essa taxa é de 75% e 73%, respectivamente. O surpreendente no caso brasileiro é o fato de o país ter índices que superam EUA e Inglaterra. A taxa dos que querem deixar de fumar é um melhores indicadores do nível de informação sobre os males do fumo, segundo a médica Vera Luiza da Costa e Silva, que dirige em Washington a área de combate ao tabagismo da Opas (Organização Panamericana da Saúde). "O Brasil vai muito bem em informação sobre fumo, parece até um país nórdico", afirma Vera. "A foto no maço universalizou o conhecimento sobre os problemas do cigarro." As imagens nos maços foram adotadas em 2002. No ano seguinte, as fotos ficaram maiores e mais chocantes. O Brasil foi o segundo país do mundo a usar esse tipo de contrapropaganda, depois do Canadá. A União Européia, vanguarda em saúde pública, só tornou obrigatória as fotos em 2004. Se o Brasil é uma Noruega nos alertas, o sistema de tratamento patina no Terceiro Mundo, segundo a psiquiatra Luizemir Lago, diretora do Centro de Referência para Álcool, Tabaco e Outras Drogas do governo paulista. O SUS (Sistema Único de Saúde) só começou a fazer tratamentos em larga escala em 2005. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que 19 milhões querem parar de fumar, mas só 44.269 foram atendidos nesses três anos -o equivalente a 0,2%. "É muito pouco", diz Tania Cavalcanti, que coordena o programa de combate ao tabagismo do Inca. "Estamos construindo um sistema e isso leva tempo no Brasil." Como o SUS não contava com profissionais especializados nesse tipo de tratamento, o programa começou do zero, com o treinamento de médicos. Quantidade de pacientes não é o único problema do programa. A entrega dos remédios -adesivos, chiclete e bupropiona- é irregular, segundo Luizemir. No ano passado, por exemplo, São Paulo recebeu remédios duas vezes, de acordo com Luizemir. Se o governo paulista não comprasse as drogas por conta própria, os tratamentos teriam de ser interrompidos. O Inca confirma que a entrega de remédios sofreu interrupções porque a indústria não tinha estoques. Não que o tratamento seja baseado em drogas. "Todo mundo quer uma pílula mágica para deixar de fumar e isso não existe", diz Tânia. Num protocolo criado pelo Inca, há a estimativa de que 40% deixam o cigarro sem recorrer a remédios. Os que precisam de drogas também são submetidos a sessões de terapia. "Só remédio não funciona porque é necessária uma mudança de comportamento. A pessoa precisa desenvolver habilidades para substituir o cigarro", afirma Tania. A terapia é imprescindível porque a dependência do cigarro envolve um componente químico e um vetor comportamental, segundo Luizemir: "Há pessoas que não se reconhecem sem o cigarro na mão. Para deixar o cigarro é preciso reformatar a personalidade". É por isso que os especialistas repudiam a idéia de que faltou vergonha na cara aos que fracassam. "Não é uma questão moral", diz Tania. A dependência de cigarro é tão grave quanto a de cocaína e de heroína.
Colaborou MÁRCIO PINHO, da Reportagem Local
Fonte: Folha de São paulo, Cotidiano, domingo 23 de setembro de 2007.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Aulas do I Seminário
Cenas: Um estratégia de pesquisa e intervenção - Alessandro de Oliveira Santos
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR0W1tVbk_10nkGl5aPho2hkOmI1ATC991Lw0RjU_Sk4h1gH-ZQm65PdoCJ1xImw9_fILL51xRfTACV7CtQ/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Alessandro%20de%20Oliveira%20Santos.pdf
Conceitos atuais para a Promoção da Saúde - Lucia Y. Izumi Nichiata
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR5N1AuHk_10n-GdeNb1lgCxtLQ8N-w3hlRwpgIwuuPuAgXkAKo2Q8zpROU07JC-9NaqdVcWK-cjDHoPk3g/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Lucia%20Y.%20Izumi%20Nishiata.pdf
Dilemas da Promoção da Saúde - Christian Valle Morinaga
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJRxzOwkLk_10nFerps-oYemHtaNhE6-Oof4v6Y5D1dk-2ri3Wz0sX8XlJmTFSOBGmb5eMCSnTPm8oC-ZWrg/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Christian%20Valle%20Morinaga.pdf
Histórico da Promoção da Saúde - Rosilda Mendes
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJRwR5A_fk_10nenqtLLdOiJGMGxjtJJz3BLhdMWxn9Y3UBKy5pn1KisnXisPJyPJKWKmRAYlBt08XYeFzlg/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Rosilda%20Mendes.pdf
Promoção da Saúde: uma abordagem interdisciplinar - Lígia Emerita Guedes
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR43BfRDk_10n3LgdLWa6pgd8TS7GdkK1qcf1121sTFcPrUylS2eKQAs7W3bQMZplt7hOjyD20N4BRqW1Jw/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/L%80%A0%A6%EDgia%20E.%20Guedes.pdf
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR0W1tVbk_10nkGl5aPho2hkOmI1ATC991Lw0RjU_Sk4h1gH-ZQm65PdoCJ1xImw9_fILL51xRfTACV7CtQ/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Alessandro%20de%20Oliveira%20Santos.pdf
Conceitos atuais para a Promoção da Saúde - Lucia Y. Izumi Nichiata
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR5N1AuHk_10n-GdeNb1lgCxtLQ8N-w3hlRwpgIwuuPuAgXkAKo2Q8zpROU07JC-9NaqdVcWK-cjDHoPk3g/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Lucia%20Y.%20Izumi%20Nishiata.pdf
Dilemas da Promoção da Saúde - Christian Valle Morinaga
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJRxzOwkLk_10nFerps-oYemHtaNhE6-Oof4v6Y5D1dk-2ri3Wz0sX8XlJmTFSOBGmb5eMCSnTPm8oC-ZWrg/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Christian%20Valle%20Morinaga.pdf
Histórico da Promoção da Saúde - Rosilda Mendes
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJRwR5A_fk_10nenqtLLdOiJGMGxjtJJz3BLhdMWxn9Y3UBKy5pn1KisnXisPJyPJKWKmRAYlBt08XYeFzlg/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/Rosilda%20Mendes.pdf
Promoção da Saúde: uma abordagem interdisciplinar - Lígia Emerita Guedes
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/wGNJR43BfRDk_10n3LgdLWa6pgd8TS7GdkK1qcf1121sTFcPrUylS2eKQAs7W3bQMZplt7hOjyD20N4BRqW1Jw/Curso%20Introdut%80%A0%A6%F3rio/L%80%A0%A6%EDgia%20E.%20Guedes.pdf
Estatuto
Liga de Promoção da Saúde
Estatuto Oficial
1. Considerações Gerais:
A Liga de Promoção da Saúde (LPS) da Disciplina de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM-USP) tem como finalidade prestar atendimento de Promoção da Saúde à comunidade, bem como oferecer um espaço de pesquisa, ensino e prática neste campo a acadêmicos de diferentes cursos da área da saúde.
Entendendo-se que a LPS se insere em um movimento crescente em todo o mundo de discussão e reelaboração das concepções hegemônica de saúde e do que deve ser o trabalho do profissional da saúde, cabe salientar que se trata de um espaço de trabalho transdisciplinar, orientado por alguns conceitos básicos, a saber:
Saúde:
Conceituaremos ter saúde como uma condição de engajamento dos sujeitos em um processo de desenvolvimento e ampliação dos recursos, tanto individuais como coletivos, para aquisição cada vez maior de autonomia, entendida aqui como a possibilidade de se “traçar um caminho pessoal e original, em direção ao bem-estar físico, psíquico e social” (1). Para isso "os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente” (2).
Sendo assim, tal conceito se distancia da concepção de saúde como um estado de equilíbrio e harmonia estáticos, já que considera o conflito como constituinte da vida humana, e a saúde como um processo e não como estado definitivo, fechado.
Promoção da Saúde:
Promoção da Saúde se definirá como a coordenação/articulação de ações, envolvendo "o fortalecimento das capacidades individuais e coletivas atuando sobre múltiplas dimensões. Por um lado, intervenções de âmbito global do Estado e, por outro, a singularidade e autonomia dos sujeitos”.
Prevenção:
Como se pode ver, a noção de Promoção da Saúde se difere da noção de Prevenção, na medida em que esta "tem como base o conhecimento epidemiológico com a finalidade de desenvolver estratégias orientadas para o controle das doenças infecto-contagiosas, diminuição dos riscos de doenças degenerativas e minimização de danos à saúde. (...) fracamente articuladas aos contextos socioeconômicos em que se inserem, assim como aos seus significados simbólicos”. Portanto, cabe salientar que o trabalho da LPS não será de prevenção, mas de desenvolvimento de estratégias de Promoção da Saúde.
2. Componentes e Comissão Diretora:
A LPS é composta por acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Medicina, Nutrição e Psicologia, com representantes constituintes de uma Comissão Diretora, á qual cabem as decisões e organizações necessárias ao andamento de suas atividades.
Na ocorrência de questões não previstas neste Estatuto, cabe à Comissão Diretora da entidade tomar as decisões a respeito. Da mesma maneira, este estatuto pode ser modificado mediante decisão conjunta da Comissão Diretora e dos profissionais coordenadores da LPS.
3. Atividades previstas:
I. Curso introdutório anual;
II. Atendimentos individuais semanais utilizando os instrumentos 1 e 2 anexos;
III. Organização e realização de grupos semanais de pacientes;
IV. Participação na discussão de casos com os orientadores pós-atendimento;
V. Reuniões mensais entre acadêmicos e orientadores para apresentação dos casos;
VI. Cabe aos acadêmicos participar de aulas e palestras sobre Promoção da Saúde, sendo que a LPS organizará aulas mensais sobre o assunto e temas correlatos;
VII. Realização de pesquisas e trabalhos científicos.
4. Acadêmicos que podem compor a LPS e suas funções:
Podem participar da LPS acadêmicos cursando:
I. O 2º, 3º e 4º anos do curso de Enfermagem;
II. O 1º e 2º anos do curso de Medicina;
III. O 1º, 2º e 3º anos do curso de Nutrição;
IV. O 3º e 4º anos do curso de Psicologia.
A previsão de integrantes da LPS será de no máximo 20 acadêmicos dos cursos previstos no total, exceto os acadêmicos da Comissão Diretora.
Serão consolidadas duplas com integrantes de cursos distintos, as quais terão a responsabilidade de acompanhar sempre os mesmos pacientes a fim de consolidar o conceito de vínculo e referência para o mesmo.
Sendo assim, cabe aos estudantes:
I. Aplicar na consulta inicial o instrumento 1 (anexo), a fim de levantar as demandas do paciente e áreas prioritárias de intervenção;
II. Discutir semanalmente os casos e atendimentos realizados com os orientadores, com o objetivo de compreender melhor o caso, bem como levantar elementos de reflexão para construir propostas junto com o paciente (podendo tais propostas ser, por exemplo: encaminhamento a outros serviços, encaminhamento para os grupos da LPS etc.)
III. Realizar consultas de acompanhamento do paciente (cuja freqüência será definida em cada caso);
IV. Organizar e coordenar grupos visando desenvolver um trabalho de problematização das demandas do paciente – ampliando a compreensão da implicação de fatores sociais, psicológicos e biológicos na queixa e na questão da saúde –, juntamente com um trabalho de construção conjunta e coletiva de estratégias de transformação;
V. Participar de todas as atividades previstas no item 3 deste estatuto;
VI. Engajar-se em um esforço de documentar e produzir reflexão acerca das práticas da liga e dos dados e informações decorrentes, no sentido de produzir trabalhos e conhecimento científico;
VII. Freqüência mínima de 70% nas atividades semanais e nas mensais.
Outros cursos poderão ser convidados à ingressar na LPS, desde que ofereçam um docente orientador. São eles: educação física, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Caso outros cursos desejem ingressar na LPS estes deverão apresentar à Comissão Diretora um projeto que justifique sua contribuição e pertinência à LPS, juntamente com um docente orientador responsável, o qual compartilhe com as normas previstas no item 7 deste Estatuto.
5. Critérios de seleção dos acadêmicos:
I. Primeira fase de seleção: Prova composta por questões de múltipla escolha (testes) e por questões dissertativas;
Estatuto Oficial
1. Considerações Gerais:
A Liga de Promoção da Saúde (LPS) da Disciplina de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM-USP) tem como finalidade prestar atendimento de Promoção da Saúde à comunidade, bem como oferecer um espaço de pesquisa, ensino e prática neste campo a acadêmicos de diferentes cursos da área da saúde.
Entendendo-se que a LPS se insere em um movimento crescente em todo o mundo de discussão e reelaboração das concepções hegemônica de saúde e do que deve ser o trabalho do profissional da saúde, cabe salientar que se trata de um espaço de trabalho transdisciplinar, orientado por alguns conceitos básicos, a saber:
Saúde:
Conceituaremos ter saúde como uma condição de engajamento dos sujeitos em um processo de desenvolvimento e ampliação dos recursos, tanto individuais como coletivos, para aquisição cada vez maior de autonomia, entendida aqui como a possibilidade de se “traçar um caminho pessoal e original, em direção ao bem-estar físico, psíquico e social” (1). Para isso "os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente” (2).
Sendo assim, tal conceito se distancia da concepção de saúde como um estado de equilíbrio e harmonia estáticos, já que considera o conflito como constituinte da vida humana, e a saúde como um processo e não como estado definitivo, fechado.
Promoção da Saúde:
Promoção da Saúde se definirá como a coordenação/articulação de ações, envolvendo "o fortalecimento das capacidades individuais e coletivas atuando sobre múltiplas dimensões. Por um lado, intervenções de âmbito global do Estado e, por outro, a singularidade e autonomia dos sujeitos”.
Prevenção:
Como se pode ver, a noção de Promoção da Saúde se difere da noção de Prevenção, na medida em que esta "tem como base o conhecimento epidemiológico com a finalidade de desenvolver estratégias orientadas para o controle das doenças infecto-contagiosas, diminuição dos riscos de doenças degenerativas e minimização de danos à saúde. (...) fracamente articuladas aos contextos socioeconômicos em que se inserem, assim como aos seus significados simbólicos”. Portanto, cabe salientar que o trabalho da LPS não será de prevenção, mas de desenvolvimento de estratégias de Promoção da Saúde.
2. Componentes e Comissão Diretora:
A LPS é composta por acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Medicina, Nutrição e Psicologia, com representantes constituintes de uma Comissão Diretora, á qual cabem as decisões e organizações necessárias ao andamento de suas atividades.
Na ocorrência de questões não previstas neste Estatuto, cabe à Comissão Diretora da entidade tomar as decisões a respeito. Da mesma maneira, este estatuto pode ser modificado mediante decisão conjunta da Comissão Diretora e dos profissionais coordenadores da LPS.
3. Atividades previstas:
I. Curso introdutório anual;
II. Atendimentos individuais semanais utilizando os instrumentos 1 e 2 anexos;
III. Organização e realização de grupos semanais de pacientes;
IV. Participação na discussão de casos com os orientadores pós-atendimento;
V. Reuniões mensais entre acadêmicos e orientadores para apresentação dos casos;
VI. Cabe aos acadêmicos participar de aulas e palestras sobre Promoção da Saúde, sendo que a LPS organizará aulas mensais sobre o assunto e temas correlatos;
VII. Realização de pesquisas e trabalhos científicos.
4. Acadêmicos que podem compor a LPS e suas funções:
Podem participar da LPS acadêmicos cursando:
I. O 2º, 3º e 4º anos do curso de Enfermagem;
II. O 1º e 2º anos do curso de Medicina;
III. O 1º, 2º e 3º anos do curso de Nutrição;
IV. O 3º e 4º anos do curso de Psicologia.
A previsão de integrantes da LPS será de no máximo 20 acadêmicos dos cursos previstos no total, exceto os acadêmicos da Comissão Diretora.
Serão consolidadas duplas com integrantes de cursos distintos, as quais terão a responsabilidade de acompanhar sempre os mesmos pacientes a fim de consolidar o conceito de vínculo e referência para o mesmo.
Sendo assim, cabe aos estudantes:
I. Aplicar na consulta inicial o instrumento 1 (anexo), a fim de levantar as demandas do paciente e áreas prioritárias de intervenção;
II. Discutir semanalmente os casos e atendimentos realizados com os orientadores, com o objetivo de compreender melhor o caso, bem como levantar elementos de reflexão para construir propostas junto com o paciente (podendo tais propostas ser, por exemplo: encaminhamento a outros serviços, encaminhamento para os grupos da LPS etc.)
III. Realizar consultas de acompanhamento do paciente (cuja freqüência será definida em cada caso);
IV. Organizar e coordenar grupos visando desenvolver um trabalho de problematização das demandas do paciente – ampliando a compreensão da implicação de fatores sociais, psicológicos e biológicos na queixa e na questão da saúde –, juntamente com um trabalho de construção conjunta e coletiva de estratégias de transformação;
V. Participar de todas as atividades previstas no item 3 deste estatuto;
VI. Engajar-se em um esforço de documentar e produzir reflexão acerca das práticas da liga e dos dados e informações decorrentes, no sentido de produzir trabalhos e conhecimento científico;
VII. Freqüência mínima de 70% nas atividades semanais e nas mensais.
Outros cursos poderão ser convidados à ingressar na LPS, desde que ofereçam um docente orientador. São eles: educação física, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Caso outros cursos desejem ingressar na LPS estes deverão apresentar à Comissão Diretora um projeto que justifique sua contribuição e pertinência à LPS, juntamente com um docente orientador responsável, o qual compartilhe com as normas previstas no item 7 deste Estatuto.
5. Critérios de seleção dos acadêmicos:
I. Primeira fase de seleção: Prova composta por questões de múltipla escolha (testes) e por questões dissertativas;
II. Com os aprovados na prova (que tiverem nota maior que a nota de corte, definida como a nota do Nésimo participante com maior nota, considerando-se N o número de vagas) será realizada uma entrevista a respeito de seus objetivos, expectativas, projetos, etc. para participação na LPS.
6. Comissão Diretora:
Para 2007: a comissão diretora será composta pelos acadêmicos que trabalharam na criação da LPS e no projeto-piloto (segundo semestre de 2006).
Cabe aos acadêmicos de cada curso eleger no mínimo 1 e no máximo 2 representantes para compor a Comissão Diretora, cujo mandato terá duração de 1 ano.
São atribuições desta Comissão Diretora:
6. Comissão Diretora:
Para 2007: a comissão diretora será composta pelos acadêmicos que trabalharam na criação da LPS e no projeto-piloto (segundo semestre de 2006).
Cabe aos acadêmicos de cada curso eleger no mínimo 1 e no máximo 2 representantes para compor a Comissão Diretora, cujo mandato terá duração de 1 ano.
São atribuições desta Comissão Diretora:
I. Organizar o curso anual de introdução à LPS;
II. Organizar os atendimentos e as atividades junto à comunidade;
III. Coordenar e supervisionar o funcionamento da LPS;
II. Organizar os atendimentos e as atividades junto à comunidade;
III. Coordenar e supervisionar o funcionamento da LPS;
IV. Representar os acadêmicos junto à LPS, trazendo propostas e atuando no sentido de promover condições de aproveitamento acadêmico;
V. Constituir um espaço de discussão permanente, troca e construção de conhecimento;
VI. Designar 2 tesoureiros (de cursos de diferentes), que ocuparão essa função pelo período máximo de um semestre.
7. Coordenadores e supervisores:
Caberá aos acadêmicos de cada curso indicar um orientador, o qual por sua vez, poderá indicar um supervisor/discutidor (que poderão ser alunos de mestrado, doutorado, ou ainda, residentes, no caso do curso de medicina). Todos os envolvidos devem ter conhecimento dos objetivos da LPS e, minimamente, partilhar desses princípios. Preferencialmente, devem se manter fixos a fim de darmos um andamento progressivo às atividades da LPS.
Desta forma, seja um docente orientador ou um supervisor/discutidor, espera-se que semanalmente esteja presente no mínimo um discutidor de cada curso nas atividades da LPS. Quanto às reuniões mensais seria importante que todos os integrantes da LPS (docentes orientadores, supervisores designados e acadêmicos) estejam presentes.
Finalmente, a LPS terá um coordenador, ligado ao Centro de Promoção da Saúde (CPS) do Serviço de Clínica Média do HC-FM-USP.
8. Funcionamento da Liga:
Os atendimentos serão realizados às quartas-feiras, no Ambulatório Geral Didático (AGD), no Prédio dos Ambulatórios do HC-FM-USP, a partir das 17h. Os pacientes serão triados e encaminhados pelo CPS e outras Ligas Acadêmicas.
OBS: Os acadêmicos não utilizarão avental, apenas um crachá de identificação.
Assim, faz parte da Comissão Diretora desta Liga:
Alexandra Bulgarelli do Nascimento (EEUSP),
Aline Cristine de Oliveira (EEUSP),
Carolina Calmon Ramalho (IPUSP),
Clarissa Giacomo da Motta (IPUSP),
Gabriela Milhassi Vedovato (FSPUSP),
Otávio Tavares Ranzani (FMUSP),
Paula de Mesquita Sampaio Pessoa (IPUSP),
Pedro Peñuela Sanches (IPUSP).
Docente responsável: Professor Doutor Mario Ferreira Junior.
São Paulo, 12 de março de 2007.
V. Constituir um espaço de discussão permanente, troca e construção de conhecimento;
VI. Designar 2 tesoureiros (de cursos de diferentes), que ocuparão essa função pelo período máximo de um semestre.
7. Coordenadores e supervisores:
Caberá aos acadêmicos de cada curso indicar um orientador, o qual por sua vez, poderá indicar um supervisor/discutidor (que poderão ser alunos de mestrado, doutorado, ou ainda, residentes, no caso do curso de medicina). Todos os envolvidos devem ter conhecimento dos objetivos da LPS e, minimamente, partilhar desses princípios. Preferencialmente, devem se manter fixos a fim de darmos um andamento progressivo às atividades da LPS.
Desta forma, seja um docente orientador ou um supervisor/discutidor, espera-se que semanalmente esteja presente no mínimo um discutidor de cada curso nas atividades da LPS. Quanto às reuniões mensais seria importante que todos os integrantes da LPS (docentes orientadores, supervisores designados e acadêmicos) estejam presentes.
Finalmente, a LPS terá um coordenador, ligado ao Centro de Promoção da Saúde (CPS) do Serviço de Clínica Média do HC-FM-USP.
8. Funcionamento da Liga:
Os atendimentos serão realizados às quartas-feiras, no Ambulatório Geral Didático (AGD), no Prédio dos Ambulatórios do HC-FM-USP, a partir das 17h. Os pacientes serão triados e encaminhados pelo CPS e outras Ligas Acadêmicas.
OBS: Os acadêmicos não utilizarão avental, apenas um crachá de identificação.
Assim, faz parte da Comissão Diretora desta Liga:
Alexandra Bulgarelli do Nascimento (EEUSP),
Aline Cristine de Oliveira (EEUSP),
Carolina Calmon Ramalho (IPUSP),
Clarissa Giacomo da Motta (IPUSP),
Gabriela Milhassi Vedovato (FSPUSP),
Otávio Tavares Ranzani (FMUSP),
Paula de Mesquita Sampaio Pessoa (IPUSP),
Pedro Peñuela Sanches (IPUSP).
Docente responsável: Professor Doutor Mario Ferreira Junior.
São Paulo, 12 de março de 2007.
domingo, 16 de setembro de 2007
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